«Mostrámos aos miúdos que é possível sonhar»

«Mostrámos aos miúdos que é possível sonhar»

Melhor blocador, com 31 blocos que resultaram em ponto, Filip Cveticanin é, até ao momento, o melhor central do Campeonato da Europa, no qual Portugal já fez história ao garantir, pela primeira vez, acesso aos oitavos. «Somos um grupo unido, onde reina a tranquilidade e boa disposição. Mostrámos aos miúdos que gostam de voleibol que é possível sonhar, que nunca devemos desistir», exultou em conversa com A BOLA o voleibolista de 25 anos, já em Gdansk, onde Portugal irá defrontar os Países Baixos «com vontade de fazer mais história» este domingo.


«Estou muito contente. Não fazia ideia de que era o melhor nessas estatísticas, mas fico feliz, claro. É um orgulho, sinal de que os sacrifícios valeram a pena», sublinhou o central de dois metros e voz grave, mas sem perder o espírito de menino que não resistiu a pedir para tirar fotografia com um dos ídolos de meninice, de quem guardava no telemóvel um tesourinho. «Há cerca de dez anos, a Sérvia foi jogar a Portugal e o Marko Podrascanin já era um craque, o melhor do mundo, e tirei uma fotografia à equipa. Quando jogámos com a Sérvia, na segunda-feira, ele não foi chamado, mas perguntei-lhe se se lembrava de mim. Naturalmente que não, eu era um miúdo, mas ficou todo satisfeito quando lhe mostrei a foto. Até me disse que era a ‘única tartaruga’ dali que ainda jogava», contou o internacional, entre risos, reconhecendo ter defrontado a «segunda casa» nesse dia. Cveticanin é filho de outro nome sonante do desporto: o antigo andebolista sérvio Vladimir Cveticanin que chegou a Portugal para jogar, em 1994, no Marítimo, e não mais deixou o país, estando ligado à formação do Águas Santas.


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