Belenenses-Moreirense, 1-1 (crónica)

Belenenses-Moreirense, 1-1 (crónica)

Dois golos, um vermelho e três pontos a fugir.

Se a imagem do Castelo de Leiria é bem real, a conquista de um triunfo continua a ser uma miragem para os dois contendores.

Belenenses e Moreirense empataram esta noite, no Magalhães Pessoa – casa emprestada dos azuis –, no jogo de abertura da jornada 4 da Liga e continuam sem saber o que é vencer nesta edição, juntamente com Santa Clara e Famalicão.

A equipa de Petit quase logrou a façanha de arrecadar um triunfo, imerecido, diga-se. Luiz Felipe salvou uma grande penalidade, na primeira parte, e a equipa resistiu mais de 20 minutos com menos um jogador, por expulsão de Boni (aos 67m), até que quase em cima dos 90 André Luís apareceu para colocar alguma justiça no marcador.

Alguma, sublinhe-se. O Moreirense teve 18 remates contra 4, 11 cantos contra três e oportunidades claras para a reviravolta já nos descontos.

Não houve, porém, como contrariar o golo marcado à meia-hora por Akas. O nigeriano, que havia cometido o penálti sobre Steven Vitória, que o próprio desperdiçou, estreou-se a marcar pelos azuis e redimiu-se da melhor forma de um erro infantil cometido minutos antes.

Mérito no lance também para Carraça, pela assistência. Curiosidade: haveria de ser outro lateral direito cedido pelo FC Porto, Rodrigo Conceição, a cruzar de forma perfeita para o golo do empate do Moreirense, por André Luís, já perto do final.

Entre um golo e outro, saliente-se a maior vontade dos minhotos em arriscar.

A equipa de João Henriques ainda não venceu, tal como a de Petit, mas mostra ter ideias de jogo e boa matéria prima. Não é, portanto, confundível com a manta de retalhos que é neste momento a BSAD, que, vendo da 4.ª jornada, com um plantel desfalcado em relação à época anterior e um futebol demasiado curto se torna num candidato à descida de divisão.

Tudo somado, um ponto as separa, mas há diferenças de sobra, que esta noite ficaram bem demonstradas no relvado de Leiria.

O xadrez minhoto mexeu bem as suas pedras e esteve quase a virar o tabuleiro de jogo. Só faltou o xeque-mate.

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